"E AGORA? e agora, qe o mundo é preto e as pessoas se perderam nos seus próprios actos, quem tem esperança? agora que eu te vi, e , apenas a 2 metros decido abdicar de te ter. agora , depois de um dia, a minha noite dá ainda mais luta e eu, perdido em mim, não me defendo, deixo-me morrer. nem sequer levanto um braço. levo com o punhal nas costas, das mãos de quem sempre me segurou. E AGORA? não sou mais nem menos. nunca fui para ti o que tu foste para mim. o meu suor é o meu mais fiel confidente. acompanha-me no esforço e desaparece na chegada do conforto. estou louco. o meu sangue circula tão rápido que os meus braços não param de tremer. sei qe se não fosses, alguém me deixaria. sei que se não quisesses, eu não saberia. sei que tudo o que gira a minha volta , é 10% do que gira à tua. não sei se sou 10% do teu mundo, pois, como ponto, só me sinto 0,1%. os teus olhos dizem-me que sonhar é para quem não pode. os meus respondem que não. já viram drogados no metro a sangrar, já espreitaram para sítios sombrios e proibidos. os meus olhos sabem o que posso e o que não posso. sabem que não podes suportar tamanha responsabilidade. é verdade, esqueci-me de enumerar as enúmeras vezes em que trocámos o mesmo momento sem reparar. em que partilhámos o mesmo gesto e nem vacilámos. todos aqeles repetidos olhares de quem cobiça o que é de outro. de quem sabe que não pode desejar, mas deseja o que não pode. os meus gestos frios mostram claramente que o meu coração é preto. o meu olhar é opaco, não revela nada do que penso. PORRA. É ASSIM, É ASSIM QUE TU QERES? SABES QUE NÃO ME QUERES, MAS ATRAIS CADA VEZ MAIS. PARECE QUE GOZAS. parece que queres que caia e sangre. aviso-te: estou fraco e não saro. se me ferires agora, a frida não vai sair. vai marcar e não vou esquecer. ESTOU FARTO. a morte alicia-me e fico sem dúvidas. como sem esperanças. as minhas opções de merda do passado deixaram marcas na pele que eu sinto a doer todos os dias. todos os dias me arrependo de o ter feito, mas a droga já entrou. a morte bate a porta, três vezes seguidas, e sem exitar eu abro a porta. sento-me com ela à mesa e negoceio o meu futuro. MORTE, MATA-ME! MATA-ME ANTES QUE COMETA ERROS QE FAÇAM SOFRER QUEM NÃO MERECE. MATA-ME E PEDE AO SENHOR DO CÉU PARA ME PERDOAR. PEDE AO DONO DOS SONHOS QUE ME PERDOE AS DÍVIDAS. deixa este bilhete com confissoes na fronha da minha almofada. antes de pores o meu nome, escreve " com amor, desespero e 0% de dúvida, pais.". antes de morrer, concede-me um ultimo desejo. quero beijar a rapariga que me acordou, secretamente, e sem reparar, me deitou ao chão. quero deixar a forte marca da indiferença às pessoas que disseram que não conseguiria. tinham razão, infelizmente. sou fraco, e susceptivel a vícios. dos piores aos péssimos. mas sei que a herança que deixo é rica em episódios e pobre em cultura. mas vai-me fazer vingar. à noite, ao dia , e à incerteza , que todos os dias mata milhões. milhões de almas. que ficam perdidas no céu de mortos mentais, aniquilados pelo holocausto mental. um bem presente no nosso presente. COMO? sussuras-me a dizer que me amas, mas já marquei o meu fim. E AGORA? não posso recuar. atrás tenho parede e à frente tenho fogo. NÃO! não vou desistir agora. não posso voltar a errar. JÁ MORRI. agora, o pequeno mundo a que pertenço parou e olhou para o meu corpo. RESSUSCITA-ME! FAZ COMO FIZESTE AO TEU FILHO! não me deixes para trás. não me ignores. eu pequei por pecados antigos. nunca pretendi fazer sofrer. não sejas macabro, como sempre impediste os outros de ser. COMPREENDE-ME, UMA VEZ QUE SEJA! POR FAVOR. TRAZ-ME DE VOLTA!"
ler com esta música de fundo: www.youtube.com/watch?v=0qPQfwbrA7s
J. Poças
sábado, 25 de abril de 2009
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" Luta pelos teus sonhos e serás feliz... um dia. "
