"Que vontade é esta de te abraçar?
Que vontade é esta de não mais te largar?
É uma vontade que não vou conseguir concretizar, é uma vontade que pela qual vou ter de ceder. E vou acabar por esquecê-la, mas não a ti. É impossível, há demasiadas coisas que me fazem lembrar de ti, neste momento. Que me fazem desejar estar contigo, para te puder proteger deste frio cortante. Para te puder aquecer. Mas não, tudo isto é impossível, pois ou eu activo o meu "escudo da vergonha" quando te vejo ou tu activas o teu "escudo auto-protector". Parece que não consigo dizer nada quando estou contigo, parece que tu me desactivas, parece que me deixas sem palavras. E isso não é fácil.
És capaz de me explicar uma coisa, porque é que mudaste? Porque é que antes me davas abraços e agora nadas a braços para fugir de mim? Porque é que antes falavas comigo e agora nem uma conversa conseguimos ter? Porque é que antes eras praticamente indiferente para mim e agora não deixo de pensar em ti? Porque é que o teu olhar inocente me deixa de rastos? Porque é que me fazes escrever tantos "porquês"?
Porque tu me controlas. Porque tu me fazes manter o meu coração no peito, e não na cabeça. Porque tu controlas a minha mão, controlas tudo o que escrevo. Porque tu és o topo das minhas expectativas. Porque tu me fazes reflectir sobre o sentido de "poema". Porque comparado contigo, o que eu escrevo não vale nada. Porque o teu sorriso muda a minha filosofia de vida. Porque tu me fazes escrever muitos "porques".
Vá lá, faz com que valha a pena todo este sacrifício. Faz com que eu não me arrependa. Deixa-me surpreender-te. Por favor. Deixa-me escolher a cor do sol que vai nascer amanhã. Deixa-me dizer-te ao ouvido a cor do amor. Por favor. Deixa-me ser livre para fazer o que tu quiseres. Deixa-me ser eu, sem ter que me calar. Por favor. Deixa-me... Por favor. Deixa... Por favor. Por favor. Por favor.Por favor.Por favor.Por favor.Por favor.Por favor.Por favor.Por favor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.porfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavor. [clonar]
Deixa-me sentir orgulhoso pela obra que construí." [monólogo]
E depois do choro profundo seguido de um sorriso confiante, o seu rosto elevou-se.
Ele levantara-se e vivera a vida de cabeça erguida.
[agora sinto-me orgulhoso.]
['P' comum]
---------------------------------
José ['P']oças
sábado, 19 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Vida
Gosto de suar. Gosto de sentir as gotas a escorrer-me pela cara. Gosto de sentir o sangue a passar nas minhas veias secas, mas não sei se vou poder abusar do meu coração para sempre. Gosto de deixar os outros de boca aberta, mas gosto pouco que o façam comigo. Sou 100% contradições. O meu coração é negro, de raiva. Os meus pulmões são pretos do fumo que respiro. As minhas lágrimas são transparentes, como as de toda a gente.
Irrito-me por saber que me desperdiço. Irrito-me por saber que não sou diferente, por saber que tenho que ser eu a mudar tudo. E agora? E agora não faço sentido, sou abstracto. Não me distingo. Sou preto. Agora perco-me na nuvem mais negra que houver. E eu quero lá saber! Já estou sozinho, já tenho que me aguentar sozinho. Tenho que ter mais força do que o normal. Tenho que ser suficientemente fraco para cair, e ser forte que baste para me levantar sozinho. Tenho que apontar os meus erros a mim mesmo e tenho que ser eu a dizer "Eu confio em ti, tu corriges isso." Tenho que ser duas pessoas para mim. Tenho que ser o que aprende e o que apoia. Tenho que ser o que cai e o que ajuda a levantar. Tenho que ser o filho e o pai, mas cansa. Basicamente, sou tudo o que se pode dificilmente ser sozinho. E custa. E tudo isto me mete nojo, tudo isto me enoja o suficiente para eu querer fugir desta miséria de terreno. E todo este grupo de factos me faz odiar a vida. Todo ele me faz pensar no significado de "respirar", "liberdade" ou "amor". E este amor, é amor de pai para filho. Amor que me custa um pouco acreditar que ainda exista.
Mas enquanto tiver a minha bola de basket, um cesto, e enquanto eu tiver coração e o restinho de auto-estima que conservo, o meu nome é José Poças e eu vou fazer da minha vida o que eu quiser. E no fim, como todos os artistas, vou elevar a minha obra de arte o mais alto possível.
De seu nome "Vida".
---------------------------------
José Poças
Irrito-me por saber que me desperdiço. Irrito-me por saber que não sou diferente, por saber que tenho que ser eu a mudar tudo. E agora? E agora não faço sentido, sou abstracto. Não me distingo. Sou preto. Agora perco-me na nuvem mais negra que houver. E eu quero lá saber! Já estou sozinho, já tenho que me aguentar sozinho. Tenho que ter mais força do que o normal. Tenho que ser suficientemente fraco para cair, e ser forte que baste para me levantar sozinho. Tenho que apontar os meus erros a mim mesmo e tenho que ser eu a dizer "Eu confio em ti, tu corriges isso." Tenho que ser duas pessoas para mim. Tenho que ser o que aprende e o que apoia. Tenho que ser o que cai e o que ajuda a levantar. Tenho que ser o filho e o pai, mas cansa. Basicamente, sou tudo o que se pode dificilmente ser sozinho. E custa. E tudo isto me mete nojo, tudo isto me enoja o suficiente para eu querer fugir desta miséria de terreno. E todo este grupo de factos me faz odiar a vida. Todo ele me faz pensar no significado de "respirar", "liberdade" ou "amor". E este amor, é amor de pai para filho. Amor que me custa um pouco acreditar que ainda exista.
Mas enquanto tiver a minha bola de basket, um cesto, e enquanto eu tiver coração e o restinho de auto-estima que conservo, o meu nome é José Poças e eu vou fazer da minha vida o que eu quiser. E no fim, como todos os artistas, vou elevar a minha obra de arte o mais alto possível.
De seu nome "Vida".
---------------------------------
José Poças
Subscrever:
Mensagens (Atom)
" Luta pelos teus sonhos e serás feliz... um dia. "
