"Chorar não é um acto de fraqueza, mas um acto de dignidade. "

quinta-feira, 27 de maio de 2010

porra pa, conheço-te há 14 anos e ainda não me entendi contigo. pelas fotos vejo que eras diferente. só pelas fotos. não vou dizer o nome por que te trato, nem o teu nome. porque o nome por que te trato nao corresponde ao seu significado. porque é que tens que estar sempre assim tão longe, és capaz de responder ou vais fugir, como fazes sempre? e o meu problema tem sido odiar-te e sentir demasiado a tua falta. o meu problema tem sido toda a gente pensar que tudo é normal. toda a gente pensar que somos equilibrados emocionalmente. quanto a ti nao sei, mas eu estou perdido. eu nao sei para que lado me virar, nao tenho apoio para nenhum, da tua voz só ouço para estar quieto, pois faço porcaria. e sabes que mais? começo mesmo a acreditar. só abro a boca para dizer merda. pus uma professora tão triste... só devia ter ficado calado. não tinha nada, NADA que falar. eu nem gosto de me meter nessas confusões, PARA QUE É QUE EU FALEI? não acredito mesmo que ela me tenha desculpado, pois eu sou sempre a mesma coisa. p, não sei o que se passou contigo nos ultimos anos pois dizem-me que nao eras assim. tenho feito tanta merda nos ultimos anos... já nao tens confiança em mim. eu sinto que já não tens. fizemos tanta coisa juntos. tardes juntos no parque... quando me ensinaste a andar de bicicleta. passado uns tempos ficavas a ler o jornal e eu andar, sozinho. lembras-te quando estragámos o avião telecomandado da primeira vez que o usámos? eheh... lembras-te quando passávamos tardes a jogar à bola? de todas estas memórias, sinto falta de duas coisas. de ser criança, e de te ter, p. e agora que preciso tanto do teu apoio, agora que preciso mesmo de ti, porque ninguém te pode substituir, tu não estás. as brincadeiras agora são mais sérias, mas não deixo de precisar de quem as partilhe comigo. e não tenho quem o faça. mas eu ainda te adoro, adoro-te tanto. eu mudei, a olhos vistos. mas, apesar de não seres meu, p, eu ainda te adoro tanto. e preciso do teu apoio, ainda por cima porque descobri que as nossas mãos são mesmo parecidas.
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agora sim, estou completamente perdido.

José Poças

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Não sei o que hei-de fazer. Sinto-me perdido. Sei que tenho um rumo, só não sei qual é, e para que horizonte ele aponta. Não sei de que cor são as árvores, mas sei que o chão treme e é instável. Assusta-me muito não saber se vou sozinho. mesmo que esteja no meio de uma multidão, vou-me sentir sozinho, e estas filosofias de trocas de palavras irritam-me.
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José Poças
" Luta pelos teus sonhos e serás feliz... um dia. "