"Que vontade é esta de te abraçar?
Que vontade é esta de não mais te largar?
É uma vontade que não vou conseguir concretizar, é uma vontade que pela qual vou ter de ceder. E vou acabar por esquecê-la, mas não a ti. É impossível, há demasiadas coisas que me fazem lembrar de ti, neste momento. Que me fazem desejar estar contigo, para te puder proteger deste frio cortante. Para te puder aquecer. Mas não, tudo isto é impossível, pois ou eu activo o meu "escudo da vergonha" quando te vejo ou tu activas o teu "escudo auto-protector". Parece que não consigo dizer nada quando estou contigo, parece que tu me desactivas, parece que me deixas sem palavras. E isso não é fácil.
És capaz de me explicar uma coisa, porque é que mudaste? Porque é que antes me davas abraços e agora nadas a braços para fugir de mim? Porque é que antes falavas comigo e agora nem uma conversa conseguimos ter? Porque é que antes eras praticamente indiferente para mim e agora não deixo de pensar em ti? Porque é que o teu olhar inocente me deixa de rastos? Porque é que me fazes escrever tantos "porquês"?
Porque tu me controlas. Porque tu me fazes manter o meu coração no peito, e não na cabeça. Porque tu controlas a minha mão, controlas tudo o que escrevo. Porque tu és o topo das minhas expectativas. Porque tu me fazes reflectir sobre o sentido de "poema". Porque comparado contigo, o que eu escrevo não vale nada. Porque o teu sorriso muda a minha filosofia de vida. Porque tu me fazes escrever muitos "porques".
Vá lá, faz com que valha a pena todo este sacrifício. Faz com que eu não me arrependa. Deixa-me surpreender-te. Por favor. Deixa-me escolher a cor do sol que vai nascer amanhã. Deixa-me dizer-te ao ouvido a cor do amor. Por favor. Deixa-me ser livre para fazer o que tu quiseres. Deixa-me ser eu, sem ter que me calar. Por favor. Deixa-me... Por favor. Deixa... Por favor. Por favor. Por favor.Por favor.Por favor.Por favor.Por favor.Por favor.Por favor.Por favor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.porfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavor. [clonar]
Deixa-me sentir orgulhoso pela obra que construí." [monólogo]
E depois do choro profundo seguido de um sorriso confiante, o seu rosto elevou-se.
Ele levantara-se e vivera a vida de cabeça erguida.
[agora sinto-me orgulhoso.]
['P' comum]
---------------------------------
José ['P']oças
sábado, 19 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Vida
Gosto de suar. Gosto de sentir as gotas a escorrer-me pela cara. Gosto de sentir o sangue a passar nas minhas veias secas, mas não sei se vou poder abusar do meu coração para sempre. Gosto de deixar os outros de boca aberta, mas gosto pouco que o façam comigo. Sou 100% contradições. O meu coração é negro, de raiva. Os meus pulmões são pretos do fumo que respiro. As minhas lágrimas são transparentes, como as de toda a gente.
Irrito-me por saber que me desperdiço. Irrito-me por saber que não sou diferente, por saber que tenho que ser eu a mudar tudo. E agora? E agora não faço sentido, sou abstracto. Não me distingo. Sou preto. Agora perco-me na nuvem mais negra que houver. E eu quero lá saber! Já estou sozinho, já tenho que me aguentar sozinho. Tenho que ter mais força do que o normal. Tenho que ser suficientemente fraco para cair, e ser forte que baste para me levantar sozinho. Tenho que apontar os meus erros a mim mesmo e tenho que ser eu a dizer "Eu confio em ti, tu corriges isso." Tenho que ser duas pessoas para mim. Tenho que ser o que aprende e o que apoia. Tenho que ser o que cai e o que ajuda a levantar. Tenho que ser o filho e o pai, mas cansa. Basicamente, sou tudo o que se pode dificilmente ser sozinho. E custa. E tudo isto me mete nojo, tudo isto me enoja o suficiente para eu querer fugir desta miséria de terreno. E todo este grupo de factos me faz odiar a vida. Todo ele me faz pensar no significado de "respirar", "liberdade" ou "amor". E este amor, é amor de pai para filho. Amor que me custa um pouco acreditar que ainda exista.
Mas enquanto tiver a minha bola de basket, um cesto, e enquanto eu tiver coração e o restinho de auto-estima que conservo, o meu nome é José Poças e eu vou fazer da minha vida o que eu quiser. E no fim, como todos os artistas, vou elevar a minha obra de arte o mais alto possível.
De seu nome "Vida".
---------------------------------
José Poças
Irrito-me por saber que me desperdiço. Irrito-me por saber que não sou diferente, por saber que tenho que ser eu a mudar tudo. E agora? E agora não faço sentido, sou abstracto. Não me distingo. Sou preto. Agora perco-me na nuvem mais negra que houver. E eu quero lá saber! Já estou sozinho, já tenho que me aguentar sozinho. Tenho que ter mais força do que o normal. Tenho que ser suficientemente fraco para cair, e ser forte que baste para me levantar sozinho. Tenho que apontar os meus erros a mim mesmo e tenho que ser eu a dizer "Eu confio em ti, tu corriges isso." Tenho que ser duas pessoas para mim. Tenho que ser o que aprende e o que apoia. Tenho que ser o que cai e o que ajuda a levantar. Tenho que ser o filho e o pai, mas cansa. Basicamente, sou tudo o que se pode dificilmente ser sozinho. E custa. E tudo isto me mete nojo, tudo isto me enoja o suficiente para eu querer fugir desta miséria de terreno. E todo este grupo de factos me faz odiar a vida. Todo ele me faz pensar no significado de "respirar", "liberdade" ou "amor". E este amor, é amor de pai para filho. Amor que me custa um pouco acreditar que ainda exista.
Mas enquanto tiver a minha bola de basket, um cesto, e enquanto eu tiver coração e o restinho de auto-estima que conservo, o meu nome é José Poças e eu vou fazer da minha vida o que eu quiser. E no fim, como todos os artistas, vou elevar a minha obra de arte o mais alto possível.
De seu nome "Vida".
---------------------------------
José Poças
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Saudades.
é um bom começo para o 50º texto no blog.
tenho saudades de ter tempo para compôr.
tenho saudades de estar com o meu primo.
tenho saudades de ter sempre razão para escrever.
tenho saudades de sonhar.
tenho saudades de ter saudades.
tenho saudades de respirar fundo.
tenho saudades de pensar.
tenho saudades de amar.
tenho saudades de gritar.
tenho saudades de cantar.
tenho saudades de ter razões para festejar.
tenho saudades de ter razões para ser feliz.
tenho saudades da minha irmã.
tenho saudades de ter sempre alguém para me perguntar como correu o treino.
tenho saudades de ter alguém a quem contar como me correu o treino.
tenho saudades de ter alguém com quem falar sobre tudo.
tenho saudades dos meus amigos. saudades de tempos antigos com eles.
tenho saudades de me exprimir.
tenho saudades de ter alguém para me dizer que o que faço é bom.
tenho saudades de ter alguém a dizer que estou a progredir.
tenho saudades de ter alguém que tenha saudades de mim.
tenho saudades de ter alguém que goste de mim.
saudades de fazer as coisas bem.
tenho saudades que alguém diga que a palavra "saudades" é só nossa, só do nosso povo.
tenho saudades de não ter dores.
saudades de ser como ontem, com um pedaço de hoje.
---------------------------------
50º texto
José Poças
é um bom começo para o 50º texto no blog.
tenho saudades de ter tempo para compôr.
tenho saudades de estar com o meu primo.
tenho saudades de ter sempre razão para escrever.
tenho saudades de sonhar.
tenho saudades de ter saudades.
tenho saudades de respirar fundo.
tenho saudades de pensar.
tenho saudades de amar.
tenho saudades de gritar.
tenho saudades de cantar.
tenho saudades de ter razões para festejar.
tenho saudades de ter razões para ser feliz.
tenho saudades da minha irmã.
tenho saudades de ter sempre alguém para me perguntar como correu o treino.
tenho saudades de ter alguém a quem contar como me correu o treino.
tenho saudades de ter alguém com quem falar sobre tudo.
tenho saudades dos meus amigos. saudades de tempos antigos com eles.
tenho saudades de me exprimir.
tenho saudades de ter alguém para me dizer que o que faço é bom.
tenho saudades de ter alguém a dizer que estou a progredir.
tenho saudades de ter alguém que tenha saudades de mim.
tenho saudades de ter alguém que goste de mim.
saudades de fazer as coisas bem.
tenho saudades que alguém diga que a palavra "saudades" é só nossa, só do nosso povo.
tenho saudades de não ter dores.
saudades de ser como ontem, com um pedaço de hoje.
---------------------------------
50º texto
José Poças
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Não foi o melhor de sempre. Ignoro a dor, seja ela qual for, mas que custa, sim, é verdade. Vim o caminho todo a olhar para o chão em vez de olhar em frente, coisa que só acontece quando as coisas correm mal. Quando tudo corre bem não temos receio de olhar em frente, levantar a cabeça e sorrir, com sorriso confiante. Pois, quando tudo corre mal, dá vontade de olhar para baixo e ter a certeza que não pomos mais um pé em falso, pelo menos até nos cansarmos.
Apesar de doer, acho que consegui eliminar a rotina. Desde há algum tempo que sinto que todos os dias são diferentes, pelo menos todos os dias me dói uma coisa diferente. Ou é o joelho, ou é o tornozelo, o coração ou a alma, concreto ou abstracto, mas dói sempre. E eu ignoro, como sempre. Ignoro e mantenho o mesmo lema.
"Pain is temporary, quitting lasts for ever."
"A dor é temporária, desistir é para sempre."
E tudo se resume a isso.
Toda a dor e todo o esforço.
Todas as horas boas e todas as horas más de treino.
Eu adoro a dor. Ajuda a crescer.
---------------------------------
José Poças
Apesar de doer, acho que consegui eliminar a rotina. Desde há algum tempo que sinto que todos os dias são diferentes, pelo menos todos os dias me dói uma coisa diferente. Ou é o joelho, ou é o tornozelo, o coração ou a alma, concreto ou abstracto, mas dói sempre. E eu ignoro, como sempre. Ignoro e mantenho o mesmo lema.
"Pain is temporary, quitting lasts for ever."
"A dor é temporária, desistir é para sempre."
E tudo se resume a isso.
Toda a dor e todo o esforço.
Todas as horas boas e todas as horas más de treino.
Eu adoro a dor. Ajuda a crescer.
---------------------------------
José Poças
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Bem, já não tenho medo de dar e ficar sem nada. Já não tenho medo de perder o chão. Já não tenho medo de cair. Caio levanto-me e continuo a jogar. Continuo a correr. Continuo a dar tudo, a apostar tudo o que tenho e o que não tenho, pois sinto que cada vez mais posso confiar nas minhas capacidades. Cada vez mais posso deixar fluir. Posso confiar nos meus instintos. Pois, modestia à parte, é difícil fazer melhor do que isto. É difícil esforçar-se tanto sem ter água.
Quando à frente ainda não se vê a meta, olhar para trás e ver tudo pelo que já passámos ajuda. "A dor é temporária, desistir é para sempre."
Ninguém tem noção da vontade que tenho de gritar sempre que vejo o meu esforço concretizar em pontos. Ninguém pode ter essa noção.
Mas limito-me a levantar o braço e a fazer força nele.
Limito-me a dar o valor que vale, a não sobrevalorizar. São dois pontos, vale o que vale, mas o suor que escorreu para que esses pontos aparecessem, o esforço que foi preciso, isso sim conta para qualquer coração. Por mais que sejam só 2 pontos, são horas e horas de puro esforço e dedicação. São horas de amor e paixão. Horas em que só tinha um pensamento apesar de todas as dores. Ganhar. Ganhar os meus objectivos.
E tudo isto se resume a um salto de alegria e a um berro de desabafo.
Ganhar.
---------------------------------
José Poças
Quando à frente ainda não se vê a meta, olhar para trás e ver tudo pelo que já passámos ajuda. "A dor é temporária, desistir é para sempre."
Ninguém tem noção da vontade que tenho de gritar sempre que vejo o meu esforço concretizar em pontos. Ninguém pode ter essa noção.
Mas limito-me a levantar o braço e a fazer força nele.
Limito-me a dar o valor que vale, a não sobrevalorizar. São dois pontos, vale o que vale, mas o suor que escorreu para que esses pontos aparecessem, o esforço que foi preciso, isso sim conta para qualquer coração. Por mais que sejam só 2 pontos, são horas e horas de puro esforço e dedicação. São horas de amor e paixão. Horas em que só tinha um pensamento apesar de todas as dores. Ganhar. Ganhar os meus objectivos.
E tudo isto se resume a um salto de alegria e a um berro de desabafo.
Ganhar.
---------------------------------
José Poças
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
a minha expressão não diz nada, mas a falta dela sim. ás vezes pareço inanimado, parece que ninguém consegue sequer imaginar no que estou a pensar, e ninguém consegue mesmo. tem sido sempre assim comigo. nunca avaliam pelo jeito, mas pela falta dele. nunca me motivam com os elogios, mas dizendo que só faço merda. nunca me amam com amor, mas pintam-me com raiva. e não percebo bem porquê. sou assim tão mau para as pessoas? ofendo-as sendo imparcial? sendo indiferente? para os que pensam que sou, retirem as vossas palas de burros de carga, e comecem a olhar para os lados. o pior defeito que temos é ficar a olhar tanto tempo para uma pessoa até que começamos a especular sobre o que ela está a pensar, ou sobre o que ela faria se tivesse um milhão de euros no bolso, ou começar a pensar se essa pessoa já foi a casa de banho hoje.
quanto a ti não sei, mas eu estou farto de esperar.
diz-me o que sentes por mim.
diz-me o que pensas sobre mim.
diz-me o que mais te irrita em mim.
só não te peço para dizer qe me amas, só se for de bem lá do fundo.
eu amo-te.
---------------------------------
José Poças
quanto a ti não sei, mas eu estou farto de esperar.
diz-me o que sentes por mim.
diz-me o que pensas sobre mim.
diz-me o que mais te irrita em mim.
só não te peço para dizer qe me amas, só se for de bem lá do fundo.
eu amo-te.
---------------------------------
José Poças
sábado, 26 de setembro de 2009
365 dias depois eu retomo o meu dilema. Dilema esse que não posso divulgar por ser demasiado perigoso neste momento. Dilema que me deixou muito mal da primeira vez qe o tive, e que agora me faz ponderar muito bem a decisão de ir em frente. Mas até ter 100% de certezas, nada feito. E só não estou a berrar tudo isto que anda por dentro de mim porque tenho um mão a tapar-me a boca.
Não quero ser pessimista mas apostava qualquer coisa como vai acabar tudo igual.
---------------------------------
José Poças
Não quero ser pessimista mas apostava qualquer coisa como vai acabar tudo igual.
---------------------------------
José Poças
domingo, 16 de agosto de 2009
Pedra a pedra, passo a passo, elas chamam-me como quem pede socorro. Chamam-me desesperadamente até as subir e descer, até pisar cada pedra do seu rosto, até completar cada quilómetro do seu espaço. Vão-se tornando um vício. Quem sobe uma sobe mais que uma. Quem sobe uma deixa lá um pedaço de vida, um pedaço de experiência. Quem sobe uma sem uma única expressão de sofrimente na cara, é de certeza, corredor sem cansaço. A sua pele, desgastadíssima mas linda, encanta os viajantes e os locais, deslumbra os que a escalam, pé ante pé, e prendem tudo o que é olhar. As montanhas. Os montes no horizonte de um viajante cansado são bem mais apreciados do que os montes no horizonte de um viajante cheio de energia. Porque quando estamos mais cansados, deixa de ser tanto connosco e passar a ser mais com o que nos envolve.
Quem sobe por gosto não cansa.
Por ti, subia todas as montanhas e montes, trepava todas as falésias e descia qualquer colina. Por ti andava qualquer distância, 11 km ou 110. Por ti eu corria, pedalava, caminhava, chorava, nadava, insistia, sonhava e levava tudo ás costas. Por ti eu ia à Lua e trazia-te uma flor. Por ti eu movia qualquer coisa.
Por ti ousava trepar as muralhas do castelo que te proteje. Por ti, eu faço tudo.
Minha flor.
---------------------------------
José Poças
Quem sobe por gosto não cansa.
Por ti, subia todas as montanhas e montes, trepava todas as falésias e descia qualquer colina. Por ti andava qualquer distância, 11 km ou 110. Por ti eu corria, pedalava, caminhava, chorava, nadava, insistia, sonhava e levava tudo ás costas. Por ti eu ia à Lua e trazia-te uma flor. Por ti eu movia qualquer coisa.
Por ti ousava trepar as muralhas do castelo que te proteje. Por ti, eu faço tudo.
Minha flor.
---------------------------------
José Poças
terça-feira, 30 de junho de 2009
É tudo muito simples.
Estão três pontos alinhados. Um dá um passo em frente, intuitivamente. Deslocou-se um grau para a frente, sem temer o futuro.
Pois bem,
criou um triângulo.
Curiosamente, esse triângulo aprisionou mais pontos, e o mais audaz dos três avançou.
[clonar]
em três, um faz completamente a diferença.
mas em seis mil milhões, deixarei mesmo um lugar vazio?
dependerá alguma vida de algum acto meu?
fará diferença a herança que deixar?
ou só as minhas palavras ficarão pra me vingar?
---------------------------------
"E tristemente concordo com opiniões feitas desesperadamente."
José Poças
Estão três pontos alinhados. Um dá um passo em frente, intuitivamente. Deslocou-se um grau para a frente, sem temer o futuro.
Pois bem,
criou um triângulo.
Curiosamente, esse triângulo aprisionou mais pontos, e o mais audaz dos três avançou.
[clonar]
em três, um faz completamente a diferença.
mas em seis mil milhões, deixarei mesmo um lugar vazio?
dependerá alguma vida de algum acto meu?
fará diferença a herança que deixar?
ou só as minhas palavras ficarão pra me vingar?
---------------------------------
"E tristemente concordo com opiniões feitas desesperadamente."
José Poças
segunda-feira, 29 de junho de 2009
O mundo nunca esteve assim, nunca tão destruído. A minha viagem por ele, mundo que só me tem deixado fantasias, tem sido triste, melancólica. Tem sido morta e sonolenta. Tem-me mostrado que a calma domina no leito da solidão. Domina a calma, o sonho e o arrependimento. Dominam todos os rostos que vimos e despimos. Todos os rostos e almas que olhámos transparentemente. Infelizmente, não compensa ser eterno. Nunca seremos eternizados. A única coisa que se eterniza é o que deixamos em cada pessoa, as memórias que deixamos do passado e que durarão muito futuro.
É isto que faz o mundo ser duro.
É não poder eternizar o que gostamos.
Não poder perder sem sofrer. É como se houvesse uma relação de simbiose entre estes dois verbos.
E chorar não vai mudar isso.
Mantenho o meu olhar no alto das expectativas. Permanece nele a minha indiferença de fogo de vista. Mantenho uma posição altiva e endurecida, madura. O meu coração aparente faz-me sentir tão poderoso e forte! Como se o mundo estivesse aos meus pés!
Mas estou verde. Sou frágil como água cristalina que desce pela nascente, tímido como o Sol que espreita depois da tempestade, desorientado como um esquilo fora da toca.
E tristemente concordo em opiniões feitas desesperadamente.
"E chorar não vai mudar isso."
------------------
pelos que pediram o regresso.
É isto que faz o mundo ser duro.
É não poder eternizar o que gostamos.
Não poder perder sem sofrer. É como se houvesse uma relação de simbiose entre estes dois verbos.
E chorar não vai mudar isso.
Mantenho o meu olhar no alto das expectativas. Permanece nele a minha indiferença de fogo de vista. Mantenho uma posição altiva e endurecida, madura. O meu coração aparente faz-me sentir tão poderoso e forte! Como se o mundo estivesse aos meus pés!
Mas estou verde. Sou frágil como água cristalina que desce pela nascente, tímido como o Sol que espreita depois da tempestade, desorientado como um esquilo fora da toca.
E tristemente concordo em opiniões feitas desesperadamente.
"E chorar não vai mudar isso."
------------------
pelos que pediram o regresso.
sábado, 25 de abril de 2009
"E AGORA? e agora, qe o mundo é preto e as pessoas se perderam nos seus próprios actos, quem tem esperança? agora que eu te vi, e , apenas a 2 metros decido abdicar de te ter. agora , depois de um dia, a minha noite dá ainda mais luta e eu, perdido em mim, não me defendo, deixo-me morrer. nem sequer levanto um braço. levo com o punhal nas costas, das mãos de quem sempre me segurou. E AGORA? não sou mais nem menos. nunca fui para ti o que tu foste para mim. o meu suor é o meu mais fiel confidente. acompanha-me no esforço e desaparece na chegada do conforto. estou louco. o meu sangue circula tão rápido que os meus braços não param de tremer. sei qe se não fosses, alguém me deixaria. sei que se não quisesses, eu não saberia. sei que tudo o que gira a minha volta , é 10% do que gira à tua. não sei se sou 10% do teu mundo, pois, como ponto, só me sinto 0,1%. os teus olhos dizem-me que sonhar é para quem não pode. os meus respondem que não. já viram drogados no metro a sangrar, já espreitaram para sítios sombrios e proibidos. os meus olhos sabem o que posso e o que não posso. sabem que não podes suportar tamanha responsabilidade. é verdade, esqueci-me de enumerar as enúmeras vezes em que trocámos o mesmo momento sem reparar. em que partilhámos o mesmo gesto e nem vacilámos. todos aqeles repetidos olhares de quem cobiça o que é de outro. de quem sabe que não pode desejar, mas deseja o que não pode. os meus gestos frios mostram claramente que o meu coração é preto. o meu olhar é opaco, não revela nada do que penso. PORRA. É ASSIM, É ASSIM QUE TU QERES? SABES QUE NÃO ME QUERES, MAS ATRAIS CADA VEZ MAIS. PARECE QUE GOZAS. parece que queres que caia e sangre. aviso-te: estou fraco e não saro. se me ferires agora, a frida não vai sair. vai marcar e não vou esquecer. ESTOU FARTO. a morte alicia-me e fico sem dúvidas. como sem esperanças. as minhas opções de merda do passado deixaram marcas na pele que eu sinto a doer todos os dias. todos os dias me arrependo de o ter feito, mas a droga já entrou. a morte bate a porta, três vezes seguidas, e sem exitar eu abro a porta. sento-me com ela à mesa e negoceio o meu futuro. MORTE, MATA-ME! MATA-ME ANTES QUE COMETA ERROS QE FAÇAM SOFRER QUEM NÃO MERECE. MATA-ME E PEDE AO SENHOR DO CÉU PARA ME PERDOAR. PEDE AO DONO DOS SONHOS QUE ME PERDOE AS DÍVIDAS. deixa este bilhete com confissoes na fronha da minha almofada. antes de pores o meu nome, escreve " com amor, desespero e 0% de dúvida, pais.". antes de morrer, concede-me um ultimo desejo. quero beijar a rapariga que me acordou, secretamente, e sem reparar, me deitou ao chão. quero deixar a forte marca da indiferença às pessoas que disseram que não conseguiria. tinham razão, infelizmente. sou fraco, e susceptivel a vícios. dos piores aos péssimos. mas sei que a herança que deixo é rica em episódios e pobre em cultura. mas vai-me fazer vingar. à noite, ao dia , e à incerteza , que todos os dias mata milhões. milhões de almas. que ficam perdidas no céu de mortos mentais, aniquilados pelo holocausto mental. um bem presente no nosso presente. COMO? sussuras-me a dizer que me amas, mas já marquei o meu fim. E AGORA? não posso recuar. atrás tenho parede e à frente tenho fogo. NÃO! não vou desistir agora. não posso voltar a errar. JÁ MORRI. agora, o pequeno mundo a que pertenço parou e olhou para o meu corpo. RESSUSCITA-ME! FAZ COMO FIZESTE AO TEU FILHO! não me deixes para trás. não me ignores. eu pequei por pecados antigos. nunca pretendi fazer sofrer. não sejas macabro, como sempre impediste os outros de ser. COMPREENDE-ME, UMA VEZ QUE SEJA! POR FAVOR. TRAZ-ME DE VOLTA!"
ler com esta música de fundo: www.youtube.com/watch?v=0qPQfwbrA7s
J. Poças
ler com esta música de fundo: www.youtube.com/watch?v=0qPQfwbrA7s
J. Poças
Subscrever:
Mensagens (Atom)
" Luta pelos teus sonhos e serás feliz... um dia. "
