"Chorar não é um acto de fraqueza, mas um acto de dignidade. "

domingo, 16 de agosto de 2009

Pedra a pedra, passo a passo, elas chamam-me como quem pede socorro. Chamam-me desesperadamente até as subir e descer, até pisar cada pedra do seu rosto, até completar cada quilómetro do seu espaço. Vão-se tornando um vício. Quem sobe uma sobe mais que uma. Quem sobe uma deixa lá um pedaço de vida, um pedaço de experiência. Quem sobe uma sem uma única expressão de sofrimente na cara, é de certeza, corredor sem cansaço. A sua pele, desgastadíssima mas linda, encanta os viajantes e os locais, deslumbra os que a escalam, pé ante pé, e prendem tudo o que é olhar. As montanhas. Os montes no horizonte de um viajante cansado são bem mais apreciados do que os montes no horizonte de um viajante cheio de energia. Porque quando estamos mais cansados, deixa de ser tanto connosco e passar a ser mais com o que nos envolve.

Quem sobe por gosto não cansa.

Por ti, subia todas as montanhas e montes, trepava todas as falésias e descia qualquer colina. Por ti andava qualquer distância, 11 km ou 110. Por ti eu corria, pedalava, caminhava, chorava, nadava, insistia, sonhava e levava tudo ás costas. Por ti eu ia à Lua e trazia-te uma flor. Por ti eu movia qualquer coisa.

Por ti ousava trepar as muralhas do castelo que te proteje. Por ti, eu faço tudo.

Minha flor.
---------------------------------

José Poças

1 comentário:

Anónimo disse...

está lindissimo, parabens

" Luta pelos teus sonhos e serás feliz... um dia. "