"Chorar não é um acto de fraqueza, mas um acto de dignidade. "

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Já não sei bem como começar estas coisas. já não sei bem se devo escrever ou não, mas já que comecei... não estava nada à espera que isto acontecesse. mas aconteceu. agora percebi que é a sério. baah, nao sei que escrever.

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José Poças

quinta-feira, 27 de maio de 2010

porra pa, conheço-te há 14 anos e ainda não me entendi contigo. pelas fotos vejo que eras diferente. só pelas fotos. não vou dizer o nome por que te trato, nem o teu nome. porque o nome por que te trato nao corresponde ao seu significado. porque é que tens que estar sempre assim tão longe, és capaz de responder ou vais fugir, como fazes sempre? e o meu problema tem sido odiar-te e sentir demasiado a tua falta. o meu problema tem sido toda a gente pensar que tudo é normal. toda a gente pensar que somos equilibrados emocionalmente. quanto a ti nao sei, mas eu estou perdido. eu nao sei para que lado me virar, nao tenho apoio para nenhum, da tua voz só ouço para estar quieto, pois faço porcaria. e sabes que mais? começo mesmo a acreditar. só abro a boca para dizer merda. pus uma professora tão triste... só devia ter ficado calado. não tinha nada, NADA que falar. eu nem gosto de me meter nessas confusões, PARA QUE É QUE EU FALEI? não acredito mesmo que ela me tenha desculpado, pois eu sou sempre a mesma coisa. p, não sei o que se passou contigo nos ultimos anos pois dizem-me que nao eras assim. tenho feito tanta merda nos ultimos anos... já nao tens confiança em mim. eu sinto que já não tens. fizemos tanta coisa juntos. tardes juntos no parque... quando me ensinaste a andar de bicicleta. passado uns tempos ficavas a ler o jornal e eu andar, sozinho. lembras-te quando estragámos o avião telecomandado da primeira vez que o usámos? eheh... lembras-te quando passávamos tardes a jogar à bola? de todas estas memórias, sinto falta de duas coisas. de ser criança, e de te ter, p. e agora que preciso tanto do teu apoio, agora que preciso mesmo de ti, porque ninguém te pode substituir, tu não estás. as brincadeiras agora são mais sérias, mas não deixo de precisar de quem as partilhe comigo. e não tenho quem o faça. mas eu ainda te adoro, adoro-te tanto. eu mudei, a olhos vistos. mas, apesar de não seres meu, p, eu ainda te adoro tanto. e preciso do teu apoio, ainda por cima porque descobri que as nossas mãos são mesmo parecidas.
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agora sim, estou completamente perdido.

José Poças

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Não sei o que hei-de fazer. Sinto-me perdido. Sei que tenho um rumo, só não sei qual é, e para que horizonte ele aponta. Não sei de que cor são as árvores, mas sei que o chão treme e é instável. Assusta-me muito não saber se vou sozinho. mesmo que esteja no meio de uma multidão, vou-me sentir sozinho, e estas filosofias de trocas de palavras irritam-me.
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José Poças

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O Sol dava à luz os primeiros dias de Agosto de 2009. Valença abrira os seus portões para mim, e que tesouro fui eu descobrir lá dentro. Fui para lá sem expectativas nenhumas, só mais um acampamento mas acontece que nós estávamos a partilhar o campo com o agrupamento de lá. e acontece que havia uma rapariga que me tinha chamado à atenção. Disse na brincadeira para os meus amigos que ainda ia conseguir o teu numero, e eles riram-se. Isto durante a missa. Eu chegava a campo com o meu chapéu e os meus óculos de sol quando ouvi "gosto dos teus óculos" e só desejei que fosses tu a dizê-lo. E foste. Há noite, passava eu no campo, quando me apontaram uma lanterna mesmo para a cara e me começaram a interrogar "Onde compraste os óculos ?" "Dá aí uma voltinha." Nunca vou esquecer isso. Saí do acampamento logo para espanha, para ir de férias. Lembro-me de ter acordado muito cedo, logo na primeira manhã, e de ter uma vontade gigantesca de ir atrás de ti. Eu queria ir-me embora de espanha, queria procurar-te, estar contigo. Dois dias em espanha e muitas coca-colas depois cheguei a casa, colei-me ao pc e procurei-te por todo o lado. Queria fazer tudo para falar contigo. 110 km. é tudo. é tanto, tão pouco e nem mais do que o que nos separa de ser felizes. não sei se vale a pena. mas prometo-te que este verão vou fazer os possíveis para te ir ver a valença. pois neste momento não vejo porque é que Ele nos separou por 110 km.

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José Poças
Estás-te a tornar tão grande. Este sentimento está a crescer, cada dia que passa, mas prometo que me vou esforçar para o manter dentro do meu coração. Mas vou precisar da tua ajuda, sim?

nunca pensei que algum dia viesse a ser teu amigo, mas agora não consigo parar. tornaste-te um vício.


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José Poças

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Agora que penso nisso, sinto-me sozinho. Não deixar de ser engraçado ver como uma bola de basket faz uma pessoa sentir-se bem, nunca sentir-se sozinha. Mas só de pensar que já passaram 12 meses,... Parabéns, solidão.
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José Poças

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

HAITI PRAYER

I was in the street playin ball
when the ground started shaking
then i saw you on the floor
thought "where the hell is our king?"
"where the hell is our god?"
to protect all this lifes
if the world ends today
i just wont give you fives
I see my mom dyin
just in front of my eyes
man, i'm fourteen years old
i'm just too young to die
with the blood in my face
i'm asking myself
is there a god anywhere
or am i just by myself?
and after the tears
i get up and clean my face
just don't wanna look behind
don't wanna forget that phrase
that you, mom, said me
when i was a little homie:
"Jay, if I disappear, one day
try to don't feel the rain
try to don't feel the pain
try to stand up without cryin
do not get back to that hood
cause one day you'll be alone and you'll have no food.

I get up and clean my face
Just don't wanna look behind
don't wanna forget that phrase
that you, mom, said me
when i was a little homie
Just don't wanna forget your face.
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esta é para o haiti.

José Poças

sábado, 19 de dezembro de 2009

"Que vontade é esta de te abraçar?
Que vontade é esta de não mais te largar?
É uma vontade que não vou conseguir concretizar, é uma vontade que pela qual vou ter de ceder. E vou acabar por esquecê-la, mas não a ti. É impossível, há demasiadas coisas que me fazem lembrar de ti, neste momento. Que me fazem desejar estar contigo, para te puder proteger deste frio cortante. Para te puder aquecer. Mas não, tudo isto é impossível, pois ou eu activo o meu "escudo da vergonha" quando te vejo ou tu activas o teu "escudo auto-protector". Parece que não consigo dizer nada quando estou contigo, parece que tu me desactivas, parece que me deixas sem palavras. E isso não é fácil.

És capaz de me explicar uma coisa, porque é que mudaste? Porque é que antes me davas abraços e agora nadas a braços para fugir de mim? Porque é que antes falavas comigo e agora nem uma conversa conseguimos ter? Porque é que antes eras praticamente indiferente para mim e agora não deixo de pensar em ti? Porque é que o teu olhar inocente me deixa de rastos? Porque é que me fazes escrever tantos "porquês"?

Porque tu me controlas. Porque tu me fazes manter o meu coração no peito, e não na cabeça. Porque tu controlas a minha mão, controlas tudo o que escrevo. Porque tu és o topo das minhas expectativas. Porque tu me fazes reflectir sobre o sentido de "poema". Porque comparado contigo, o que eu escrevo não vale nada. Porque o teu sorriso muda a minha filosofia de vida. Porque tu me fazes escrever muitos "porques".



Vá lá, faz com que valha a pena todo este sacrifício. Faz com que eu não me arrependa. Deixa-me surpreender-te. Por favor. Deixa-me escolher a cor do sol que vai nascer amanhã. Deixa-me dizer-te ao ouvido a cor do amor. Por favor. Deixa-me ser livre para fazer o que tu quiseres. Deixa-me ser eu, sem ter que me calar. Por favor. Deixa-me... Por favor. Deixa... Por favor. Por favor. Por favor.Por favor.Por favor.Por favor.Por favor.Por favor.Por favor.Por favor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.Porfavor.porfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavorporfavor. [clonar]


Deixa-me sentir orgulhoso pela obra que construí." [monólogo]



E depois do choro profundo seguido de um sorriso confiante, o seu rosto elevou-se.
Ele levantara-se e vivera a vida de cabeça erguida.

[agora sinto-me orgulhoso.]

['P' comum]

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José ['P']oças

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Vida

Gosto de suar. Gosto de sentir as gotas a escorrer-me pela cara. Gosto de sentir o sangue a passar nas minhas veias secas, mas não sei se vou poder abusar do meu coração para sempre. Gosto de deixar os outros de boca aberta, mas gosto pouco que o façam comigo. Sou 100% contradições. O meu coração é negro, de raiva. Os meus pulmões são pretos do fumo que respiro. As minhas lágrimas são transparentes, como as de toda a gente.
Irrito-me por saber que me desperdiço. Irrito-me por saber que não sou diferente, por saber que tenho que ser eu a mudar tudo. E agora? E agora não faço sentido, sou abstracto. Não me distingo. Sou preto. Agora perco-me na nuvem mais negra que houver. E eu quero lá saber! Já estou sozinho, já tenho que me aguentar sozinho. Tenho que ter mais força do que o normal. Tenho que ser suficientemente fraco para cair, e ser forte que baste para me levantar sozinho. Tenho que apontar os meus erros a mim mesmo e tenho que ser eu a dizer "Eu confio em ti, tu corriges isso." Tenho que ser duas pessoas para mim. Tenho que ser o que aprende e o que apoia. Tenho que ser o que cai e o que ajuda a levantar. Tenho que ser o filho e o pai, mas cansa. Basicamente, sou tudo o que se pode dificilmente ser sozinho. E custa. E tudo isto me mete nojo, tudo isto me enoja o suficiente para eu querer fugir desta miséria de terreno. E todo este grupo de factos me faz odiar a vida. Todo ele me faz pensar no significado de "respirar", "liberdade" ou "amor". E este amor, é amor de pai para filho. Amor que me custa um pouco acreditar que ainda exista.
Mas enquanto tiver a minha bola de basket, um cesto, e enquanto eu tiver coração e o restinho de auto-estima que conservo, o meu nome é José Poças e eu vou fazer da minha vida o que eu quiser. E no fim, como todos os artistas, vou elevar a minha obra de arte o mais alto possível.

De seu nome "Vida".
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José Poças

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Saudades.

é um bom começo para o 50º texto no blog.

tenho saudades de ter tempo para compôr.
tenho saudades de estar com o meu primo.
tenho saudades de ter sempre razão para escrever.
tenho saudades de sonhar.
tenho saudades de ter saudades.
tenho saudades de respirar fundo.
tenho saudades de pensar.
tenho saudades de amar.
tenho saudades de gritar.
tenho saudades de cantar.
tenho saudades de ter razões para festejar.
tenho saudades de ter razões para ser feliz.
tenho saudades da minha irmã.
tenho saudades de ter sempre alguém para me perguntar como correu o treino.
tenho saudades de ter alguém a quem contar como me correu o treino.
tenho saudades de ter alguém com quem falar sobre tudo.
tenho saudades dos meus amigos. saudades de tempos antigos com eles.
tenho saudades de me exprimir.
tenho saudades de ter alguém para me dizer que o que faço é bom.
tenho saudades de ter alguém a dizer que estou a progredir.
tenho saudades de ter alguém que tenha saudades de mim.
tenho saudades de ter alguém que goste de mim.
saudades de fazer as coisas bem.
tenho saudades que alguém diga que a palavra "saudades" é só nossa, só do nosso povo.



tenho saudades de não ter dores.
saudades de ser como ontem, com um pedaço de hoje.
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50º texto

José Poças

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Não foi o melhor de sempre. Ignoro a dor, seja ela qual for, mas que custa, sim, é verdade. Vim o caminho todo a olhar para o chão em vez de olhar em frente, coisa que só acontece quando as coisas correm mal. Quando tudo corre bem não temos receio de olhar em frente, levantar a cabeça e sorrir, com sorriso confiante. Pois, quando tudo corre mal, dá vontade de olhar para baixo e ter a certeza que não pomos mais um pé em falso, pelo menos até nos cansarmos.

Apesar de doer, acho que consegui eliminar a rotina. Desde há algum tempo que sinto que todos os dias são diferentes, pelo menos todos os dias me dói uma coisa diferente. Ou é o joelho, ou é o tornozelo, o coração ou a alma, concreto ou abstracto, mas dói sempre. E eu ignoro, como sempre. Ignoro e mantenho o mesmo lema.

"Pain is temporary, quitting lasts for ever."
"A dor é temporária, desistir é para sempre."

E tudo se resume a isso.
Toda a dor e todo o esforço.
Todas as horas boas e todas as horas más de treino.

Eu adoro a dor. Ajuda a crescer.
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José Poças

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Bem, já não tenho medo de dar e ficar sem nada. Já não tenho medo de perder o chão. Já não tenho medo de cair. Caio levanto-me e continuo a jogar. Continuo a correr. Continuo a dar tudo, a apostar tudo o que tenho e o que não tenho, pois sinto que cada vez mais posso confiar nas minhas capacidades. Cada vez mais posso deixar fluir. Posso confiar nos meus instintos. Pois, modestia à parte, é difícil fazer melhor do que isto. É difícil esforçar-se tanto sem ter água.

Quando à frente ainda não se vê a meta, olhar para trás e ver tudo pelo que já passámos ajuda. "A dor é temporária, desistir é para sempre."

Ninguém tem noção da vontade que tenho de gritar sempre que vejo o meu esforço concretizar em pontos. Ninguém pode ter essa noção.

Mas limito-me a levantar o braço e a fazer força nele.
Limito-me a dar o valor que vale, a não sobrevalorizar. São dois pontos, vale o que vale, mas o suor que escorreu para que esses pontos aparecessem, o esforço que foi preciso, isso sim conta para qualquer coração. Por mais que sejam só 2 pontos, são horas e horas de puro esforço e dedicação. São horas de amor e paixão. Horas em que só tinha um pensamento apesar de todas as dores. Ganhar. Ganhar os meus objectivos.


E tudo isto se resume a um salto de alegria e a um berro de desabafo.

Ganhar.
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José Poças

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

a minha expressão não diz nada, mas a falta dela sim. ás vezes pareço inanimado, parece que ninguém consegue sequer imaginar no que estou a pensar, e ninguém consegue mesmo. tem sido sempre assim comigo. nunca avaliam pelo jeito, mas pela falta dele. nunca me motivam com os elogios, mas dizendo que só faço merda. nunca me amam com amor, mas pintam-me com raiva. e não percebo bem porquê. sou assim tão mau para as pessoas? ofendo-as sendo imparcial? sendo indiferente? para os que pensam que sou, retirem as vossas palas de burros de carga, e comecem a olhar para os lados. o pior defeito que temos é ficar a olhar tanto tempo para uma pessoa até que começamos a especular sobre o que ela está a pensar, ou sobre o que ela faria se tivesse um milhão de euros no bolso, ou começar a pensar se essa pessoa já foi a casa de banho hoje.

quanto a ti não sei, mas eu estou farto de esperar.
diz-me o que sentes por mim.
diz-me o que pensas sobre mim.
diz-me o que mais te irrita em mim.

só não te peço para dizer qe me amas, só se for de bem lá do fundo.

eu amo-te.
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José Poças

sábado, 26 de setembro de 2009

365 dias depois eu retomo o meu dilema. Dilema esse que não posso divulgar por ser demasiado perigoso neste momento. Dilema que me deixou muito mal da primeira vez qe o tive, e que agora me faz ponderar muito bem a decisão de ir em frente. Mas até ter 100% de certezas, nada feito. E só não estou a berrar tudo isto que anda por dentro de mim porque tenho um mão a tapar-me a boca.

Não quero ser pessimista mas apostava qualquer coisa como vai acabar tudo igual.
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José Poças

domingo, 16 de agosto de 2009

Pedra a pedra, passo a passo, elas chamam-me como quem pede socorro. Chamam-me desesperadamente até as subir e descer, até pisar cada pedra do seu rosto, até completar cada quilómetro do seu espaço. Vão-se tornando um vício. Quem sobe uma sobe mais que uma. Quem sobe uma deixa lá um pedaço de vida, um pedaço de experiência. Quem sobe uma sem uma única expressão de sofrimente na cara, é de certeza, corredor sem cansaço. A sua pele, desgastadíssima mas linda, encanta os viajantes e os locais, deslumbra os que a escalam, pé ante pé, e prendem tudo o que é olhar. As montanhas. Os montes no horizonte de um viajante cansado são bem mais apreciados do que os montes no horizonte de um viajante cheio de energia. Porque quando estamos mais cansados, deixa de ser tanto connosco e passar a ser mais com o que nos envolve.

Quem sobe por gosto não cansa.

Por ti, subia todas as montanhas e montes, trepava todas as falésias e descia qualquer colina. Por ti andava qualquer distância, 11 km ou 110. Por ti eu corria, pedalava, caminhava, chorava, nadava, insistia, sonhava e levava tudo ás costas. Por ti eu ia à Lua e trazia-te uma flor. Por ti eu movia qualquer coisa.

Por ti ousava trepar as muralhas do castelo que te proteje. Por ti, eu faço tudo.

Minha flor.
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José Poças

terça-feira, 30 de junho de 2009

É tudo muito simples.

Estão três pontos alinhados. Um dá um passo em frente, intuitivamente. Deslocou-se um grau para a frente, sem temer o futuro.
Pois bem,


criou um triângulo.
Curiosamente, esse triângulo aprisionou mais pontos, e o mais audaz dos três avançou.

[clonar]


em três, um faz completamente a diferença.

mas em seis mil milhões, deixarei mesmo um lugar vazio?
dependerá alguma vida de algum acto meu?
fará diferença a herança que deixar?

ou só as minhas palavras ficarão pra me vingar?
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"E tristemente concordo com opiniões feitas desesperadamente."

José Poças

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O mundo nunca esteve assim, nunca tão destruído. A minha viagem por ele, mundo que só me tem deixado fantasias, tem sido triste, melancólica. Tem sido morta e sonolenta. Tem-me mostrado que a calma domina no leito da solidão. Domina a calma, o sonho e o arrependimento. Dominam todos os rostos que vimos e despimos. Todos os rostos e almas que olhámos transparentemente. Infelizmente, não compensa ser eterno. Nunca seremos eternizados. A única coisa que se eterniza é o que deixamos em cada pessoa, as memórias que deixamos do passado e que durarão muito futuro.

É isto que faz o mundo ser duro.
É não poder eternizar o que gostamos.
Não poder perder sem sofrer. É como se houvesse uma relação de simbiose entre estes dois verbos.

E chorar não vai mudar isso.

Mantenho o meu olhar no alto das expectativas. Permanece nele a minha indiferença de fogo de vista. Mantenho uma posição altiva e endurecida, madura. O meu coração aparente faz-me sentir tão poderoso e forte! Como se o mundo estivesse aos meus pés!

Mas estou verde. Sou frágil como água cristalina que desce pela nascente, tímido como o Sol que espreita depois da tempestade, desorientado como um esquilo fora da toca.
E tristemente concordo em opiniões feitas desesperadamente.

"E chorar não vai mudar isso."

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pelos que pediram o regresso.

sábado, 25 de abril de 2009

"E AGORA? e agora, qe o mundo é preto e as pessoas se perderam nos seus próprios actos, quem tem esperança? agora que eu te vi, e , apenas a 2 metros decido abdicar de te ter. agora , depois de um dia, a minha noite dá ainda mais luta e eu, perdido em mim, não me defendo, deixo-me morrer. nem sequer levanto um braço. levo com o punhal nas costas, das mãos de quem sempre me segurou. E AGORA? não sou mais nem menos. nunca fui para ti o que tu foste para mim. o meu suor é o meu mais fiel confidente. acompanha-me no esforço e desaparece na chegada do conforto. estou louco. o meu sangue circula tão rápido que os meus braços não param de tremer. sei qe se não fosses, alguém me deixaria. sei que se não quisesses, eu não saberia. sei que tudo o que gira a minha volta , é 10% do que gira à tua. não sei se sou 10% do teu mundo, pois, como ponto, só me sinto 0,1%. os teus olhos dizem-me que sonhar é para quem não pode. os meus respondem que não. já viram drogados no metro a sangrar, já espreitaram para sítios sombrios e proibidos. os meus olhos sabem o que posso e o que não posso. sabem que não podes suportar tamanha responsabilidade. é verdade, esqueci-me de enumerar as enúmeras vezes em que trocámos o mesmo momento sem reparar. em que partilhámos o mesmo gesto e nem vacilámos. todos aqeles repetidos olhares de quem cobiça o que é de outro. de quem sabe que não pode desejar, mas deseja o que não pode. os meus gestos frios mostram claramente que o meu coração é preto. o meu olhar é opaco, não revela nada do que penso. PORRA. É ASSIM, É ASSIM QUE TU QERES? SABES QUE NÃO ME QUERES, MAS ATRAIS CADA VEZ MAIS. PARECE QUE GOZAS. parece que queres que caia e sangre. aviso-te: estou fraco e não saro. se me ferires agora, a frida não vai sair. vai marcar e não vou esquecer. ESTOU FARTO. a morte alicia-me e fico sem dúvidas. como sem esperanças. as minhas opções de merda do passado deixaram marcas na pele que eu sinto a doer todos os dias. todos os dias me arrependo de o ter feito, mas a droga já entrou. a morte bate a porta, três vezes seguidas, e sem exitar eu abro a porta. sento-me com ela à mesa e negoceio o meu futuro. MORTE, MATA-ME! MATA-ME ANTES QUE COMETA ERROS QE FAÇAM SOFRER QUEM NÃO MERECE. MATA-ME E PEDE AO SENHOR DO CÉU PARA ME PERDOAR. PEDE AO DONO DOS SONHOS QUE ME PERDOE AS DÍVIDAS. deixa este bilhete com confissoes na fronha da minha almofada. antes de pores o meu nome, escreve " com amor, desespero e 0% de dúvida, pais.". antes de morrer, concede-me um ultimo desejo. quero beijar a rapariga que me acordou, secretamente, e sem reparar, me deitou ao chão. quero deixar a forte marca da indiferença às pessoas que disseram que não conseguiria. tinham razão, infelizmente. sou fraco, e susceptivel a vícios. dos piores aos péssimos. mas sei que a herança que deixo é rica em episódios e pobre em cultura. mas vai-me fazer vingar. à noite, ao dia , e à incerteza , que todos os dias mata milhões. milhões de almas. que ficam perdidas no céu de mortos mentais, aniquilados pelo holocausto mental. um bem presente no nosso presente. COMO? sussuras-me a dizer que me amas, mas já marquei o meu fim. E AGORA? não posso recuar. atrás tenho parede e à frente tenho fogo. NÃO! não vou desistir agora. não posso voltar a errar. JÁ MORRI. agora, o pequeno mundo a que pertenço parou e olhou para o meu corpo. RESSUSCITA-ME! FAZ COMO FIZESTE AO TEU FILHO! não me deixes para trás. não me ignores. eu pequei por pecados antigos. nunca pretendi fazer sofrer. não sejas macabro, como sempre impediste os outros de ser. COMPREENDE-ME, UMA VEZ QUE SEJA! POR FAVOR. TRAZ-ME DE VOLTA!"


ler com esta música de fundo: www.youtube.com/watch?v=0qPQfwbrA7s

J. Poças

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

'vê-se nos teus olhos que já não tens amor à vida.'

disse-me isto. por mais que me custe a admitir, é verdade. já não sinto vontade de continuar. queria acabar agora com tudo isto. queria acabar aqui. marcar o fim.

o meu fim.

domingo, 21 de setembro de 2008

Lembro-me como se fosse ontem. "Já nascem rosas aqui?" Lembro-me como se fosse há uma hora. "Eu prometo que nunca te vou deixar." Lembro-me como se fosse agora, o teu rosto junto ao meu, a tua voz junto da minha, os nossos corações unidos. Investimos no futuro e ganhámos. Conseguimos superar obstáculos juntos. Mostrámos que podemos ser felizes.

Quando os teus lábios tocaram nos meus o meu coração explodiu. Já não me responsabilizava pelos meus actos. Explodiu de alegria. Depois, olhei para o céu com um sorriso na cara e disse para mim: "Obrigado por tudo o que fizeste por mim." 

Arriscámos? Sim, muito, mas valeu a pena. Se te amo? Agora mais que nunca, sem dúvida alguma.

CONFIANTE COMO NUNCA ESTIVE, EU DIGO:


AMO-TE 

J.Poças


quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Foi o último texto. Parti para outro projecto. Deixo agora o blog para que possa ser apreciado por vocês. Até à próxima.


"Sonhar é de borla."

J.Poças

terça-feira, 26 de agosto de 2008

É impressionante. Será que te posso contar um segredo? Tens a certeza? Está bem, eu confio. Vês aquela miúda ali? Eu amo-a. Sabes, eu tenho vergonha mas sinto que cada vez gosto mais dela. Não devia pois não?

-Durante anos ninguém sabia o que era o amor. Tu descobriste-o. Sofres, choras, desesperas, mas no fim tu vais ter o sonho nas tuas mãos.

Então luto?

-Olha-lhe nos olhos e vê o que sentes. Nervoso? Descontraído? Ansioso? Com medo? O teu coração bate forte? Está a falar contigo! Ela gosta de ti, mas ainda não o sabe.

Eu já dei tudo o que tinha.

-Não! Se lhe tivesses dado todo o teu amor ela não aguentava sonhar mais. Porque sempre que achamos que acabou, aparece outro caminho, outra força.

Então dizes-me para sofrer mais por aquela que não sofreu por mim? Dizes-me para lutar por aquela que nunca esteve numa arena?

-Não se faz uma vida sem sacrifício, não se faz um sonho sem esperança.

-Ninguém disse que era fácil.

"E então o pequeno apaixonado reflectiu durante horas, dias, semanas e até meses, quando voltou a falar com o seu amigo e lhe disse:"

Ninguém disse que era fácil, ninguém tapou os buracos da estrada, ninguém me avisou das pedras afiadas deste caminho. Ninguém se preocupou, ninguém me impediu.

Ninguém esteve lá, ... mas eu percebo.

O amor não fala não é?
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Esta é a história de um rapaz que não teve a minha sorte. Não teve os amigos quando precisou.
Eu felizmente posso gabar-me a todo o mundo, gritar para toda a gente que eu tenho amigos.

Amigos que estiveram sempre quando eu me apaixonei e que continuam a lutar comigo contra a dor.

Amigos que respeito mais que tudo e que não tenho medo de defender.

Amigos a quem posso dizer ' Obrigado '.



Acho que perceberam a deixa.
Esta foi para vocês.

J.Poças

segunda-feira, 18 de agosto de 2008


Tudo à minha volta é negro. Já só vejo as vossas luzes. A tua luz é a maior, mas ainda não chega para me iluminar o caminho de volta. Falta um acto para a tua luz se tornar maior que o Sol. Falta um beijo.

Vou ter que me esforçar... vou ter que procurar, vou ter que te sentir. Sentir o teu coração e dizer o que tu sentes. Sentir que nunca vou conseguir mais que um sonho. Nunca te vou ver a meu lado sem ser num sonho.

E então?

Cansei-me. Não tenho mais ar.

J. Poças

domingo, 17 de agosto de 2008

Sou o rapaz que toca guitarra. O rapaz que diz que não tem medo de sofrer. Aquele que deslumbra a cada acorde. Serei? Não me vou mais sacrificar por aquele momento em que devia ter feito e não fiz. Não vou mais olhar para o passado e ver os momentos em que falhei, mas ver onde estive bem.

Porque falhar eu sei que falhei, agora quero saber onde acertei. Vou deixar de olhar para o passado e dizer que sou um falhado.

A partir de hoje mostrarei o que valho, consumirei todas as minhas forças no esforço físico e psicológico. Mostrarei a todo mundo que o Poças não se vai deixar ir a baixo outra vez. Mostrarei a toda a gente que amo a Maria João Pinto Leite e que venha o que vier eu vou estar aqui, como uma pedra que o tempo não move.

Porque se te mostrei 5 vezes que te amo, agora vou mostrar muitas mais. Não vou pensar nas consequências uma vez na vida. Vou deixar de temer reacções. Vou ser imprudente.

J.Poças

sábado, 16 de agosto de 2008

Desculpem-me. Por ser fraco. Por recear reacções. Por sonhar a todo o momento.
Desculpa. Por não ser capaz de mostrar o que realmente valho. Por ter que me esconder atrás de uma faceta de animador.

domingo, 10 de agosto de 2008

Ele deu metade da capa. Eu dei a minha inteira. Queria ter a certeza do que não custa. Se é o frio que dói então o que é a dor do coração? Se é a brisa gelada que amedronta então o que é ter a Morte pelas costas? É banal? É? Então tirem a camisola e enfrentem essa brisa como quem caminha no trilho decorado. Façam-no! Se se julgam fortes por terem o poder de transportar grandes pesos, enfrentem a vida! Tirem a camisola e caminhem trilho acima sem parar. Aguentem todo o frio que passar. Façam com que esse frio vos passe ao lado. Façam-no calor!

Eu nado nesse frio. Desde que aprendi a sofrer.

J. Poças

sábado, 2 de agosto de 2008


"Para tudo o que deixei por fazer. Tudo o que deixei inacabado. Todos os que deixei desamparados, sem saber em que pensar. Não desapareci. A minha missão não acabou por aqui, só virei uma página. Posso não o ter feito da melhor maneira, mas sei que vocês me compreendem. Confidentes. Parceiros de brincadeiras antigas. Companheiros de asneiras. Nenhum deles deixei para trás. Apenas vos ultrapassei e agora espero por vocês na meta.

Continuam a ser da minha equipa ..."

Nem lhe consegui dizer adeus. Ele foi tão rápido...

Em memória de Ricardo Sabença.

J.Poças

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Vou-vos contar uma história.

"Sobrevivi a uma vida inteira. A humanidade despreza-me. Sinto que o espaço à minha volta vai cair. Guerras entre mundos. O dia odeia-me, a noite olha-me de lado. Em todas as esquinas olho para trás. O mundo está tão errado. Todo o mundo enganado. Nada terminado. Por acabar.

Escrevo este suspiro em papel de sonho, para que a voz mais alta o faça ouvir. Para que a voz mais forte o faça entrar em corações fechados. Para que a voz mais sensível o fortaleça. Sim, porque o que fortalece não é a força, é a fraqueza. É a dor de outros rios. De sangue e desespero. Para que a voz mais rouca o faça doer. Para que cada voz, diferente da outra, seja ouvida de uma maneira igualmente diferente."

Desculpem, eu ia mandar calar o amor, mas a minha voz não chega para isso.

"Testamento do amor"

J.Poças

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Quando não pagamos pelos nossos erros na altura em que erramos, pagamos por eles mais tarde.

Mas pagamos sempre.

Nada tem fim. Nada tem um fim até acabar.

Conhecemos sempre o horizonte, mas nunca o caminho até ele.
Esse sim é eterno. É eterno como o sonho que foge e corre como o vento. Que salta como uma gazela lutando pela vida. Rasteja como cobra envenenada.

É eterno como eu, que fujo dos problemas e corro como um covarde. Que salto como um sapo. Que rastejo como homem.

Como um homem frio, realista, sem escrúpulos e sobretudo um homem sem sangue. Um homem que não sofre.



Já morreu.

J.Poças

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Dizem que a vida é justa?

Porque é que eu tenho sempre que sair a perder?
Porque é que tenho vindo a perder pessoas anualmente.

Desde à uns tempos. Parece que a vida se foi embora. Estou sozinho. Tudo à volta é negro.

Foram vocês que me tiraram quem eu amo!
Foram vocês que me apunhalaram.

É por vocês que agora me dói o coração.

É para vocês que vou morrer.

J. Poças
Já te perdi.
O nevoeiro.
Esconde o caminho. O caminho de espinhos, de pedra... o caminho da dor.
Esconde o inevitável.
Por vezes, sentimos que a névoa tomou de assalto o nosso coração.
Sentimos que por mais Sol que apareça, não vai conseguir tirar essa névoa do coração.

Sim, é verdade. É verdade que agora estou a chorar. É verdade que estou sem forças. É verdade e admito.
Errei tantas vezes. Acuso inocentes. Julgo os errados. Mas sei, sei que defendo os indefesos.

E mesmo que não solte lágrimas, o meu coração está inundado... e ainda coberto pelo nevoeiro.
Sinto que me estou a afastar do destino. Estou a ir pelo desespero. E se tinha destino, agora volto ao sonho. Volto à minha fantasia.

Sei que me exprimo como quero, mas de uma maneira errada. E se o meu caminho for sempre a pisar a risca? Eu sou assim.

J. Poças

sábado, 19 de julho de 2008

Se um dia me disserem que vale a pena amar, direi "talvez".
Se me perguntarem se vale a pena arriscar, direi "como quiseres".

Se um dia me encostarem à parede e me disserem que não presto, direi "novidades?".

Mas se um dia me perguntarem se daria a vida por algum dos meus amigos, não hesitaria.

O meu "óbvio" seria tão claro que o próprio céu seria tal e qual escuro como a vida.
E se me pedissem para definir amor?

"Põe a mão no meu coração. Sentes? Assim é como eu fico quando a vejo."

Se uma imagem vale mais que mil palavras porque é que os jornais valem mais que álbuns de fotografias?



Não se fiem nessa frase.
As palavras valem mais que qualquer outra coisa no mundo. Valem muito mais que milhões de vidas.

E a minha vida depende de duas palavras.

Sê feliz.



J. Poças

terça-feira, 8 de julho de 2008

Quando falei mandaste-me calar.
Quando respirei mandaste-me sufocar.
Quando pensei mandaste-me concentrar.

Quando Te Amei, duvidaste.
Ok, tudo bem.

Sofro toda a hora por um nome.
Tu sofres agora por muitos. Pensa no sofrimento dos outros e verás que não estás sozinha. Verás que há quem te apoie. Verás que só te sentes sozinha para sentires o que muitos sentem sempre.

Se tudo tem uma razão de ser, porque ficamos assim? Por saber que não é nada? Por saber que mesmo que seja... passa?

Quando o dia acabar e a lua se levantar, irei olhar para me lembrar... para me lembrar que ainda te estou a amar.

J. Poças
O raio de luz penetrou pela minha janela. Iluminou a minha mão. A mão com que escrevo. Fixou nela durante uns minutos. De seguida, o mesmo raio moveu-se até á outra mão. Mantivera-se lá durante mais tempo, pelo menos até uma segunda luz ter aparecido e apontar de novo para a mão direita.

De súbito, o já tão esperado terceiro foco de luz apareceu e, direccionado para o meu coração, soltou de mim este texto.

As minhas duas mãos, com que tento realizar tudo o que preciso.
E o meu coração, com o qual sinto todos os punhais que me atiram, e com o qual me esquivo deles.


Duas mãos, sinal de poder.

Coração...  sinal de viver,... e mais lá para o fim ...   morrer.

J. Poças
Tu, tu não devias ser assim. Não devias ser um rapaz de míseros 12, 13, ou 14 anos e, já sentires o que sentes .Tinhas de esperar para o sentires...Como não esperas-te, sentiste mais cedo a dor, a alegria, a tristeza, o abandono, o destruir e a corrosão que por vezes nos provocam cá dentro- Cá dentro como alma, não cá centro como apenas corpo... Vais ser um rapaz de grandes feitos. Já o és. Sabes falar. Isso na nossa sociedade é raro. O teu "saber escrever" não é apenas um "saber escrever" de textos bonitos mas de palavras com sentimentos. Uma por uma e as emoções despertam...Uma por uma fazem-me chorar. És extremamente bom no que toca a conseguires atenção, és apelativo, não só os teus textos como a tua voz. Ambos nos conseguem fazer chorar...Se nos lembrarmos deles sim, fazem mesmo chorar. Onde, onde está o teu lado de criança? Onde está o teu desinteresse normal de pessoa da tua idade ? Vês, tu realmente és grande. Onde te queria levar era ao sonho. Porque um sonho faz de nós crianças e também adultos em simultâneo.  Gostava de poder puxar-te por uma mão, meter o mundo numa caixa e, fugir contigo para longe, tentar mostrar-te que, o mundo tem um ladinho cor-de-rosa. Gostava de te fazer sorrir, daqueles sorrisos verdadeiros, os sorrisos de felicidade. Queria um dia poder ajudar-te a realizar um dos teus sonhos, nem que para isso fossem precisos dias e dias de trabalho. Gostava de olhar-te uma última vez nos olhos e dizer-te o que não consigo escreves, mostrar-te o que não te consigo fazer ver, dar-te o que não te consigo dar...Nesse dia, garanto-te, ia pensar como se fosse o último da minha vida e ia cometer erros. Sei disso porque, contigo não penso antes de fazer as acções. Sou a criança que há dentro de mim, e sei que, tu estavas lá a vigiar-me como o maninho mais velho e como aquele ídolo de infancia. *.* Fófó, sê feliz. Pelo amor de Deus, é tudo o que te peço. No que puder ajudar diz-me. Por favor.
 Obrigada por aquele dia. 
  Obrigada por aqueles sorrisos que me fizeste ter. 
   Obrigada por aqueles nossos momentos.
Foste um anjinho que veio para me orientar. Foste um anjinho que veio para me fazer feliz...pelo menos no tempo em que estive contigo na minha presença. Foste um anjinho que fazia os meus olhos brilharem quando olhavam para ti.
Os teus textos põem-me tão pensativa. As tuas palavras despertam atenção em mim. Os teus olhos hipnotoizam-me. O teu toque amacia-me. Tu, consegues fazer-me feliz. Por isso, minha obrigação é também fazer-te sentir o mesmo.
                                                                            Su'h  -Sofia Vieira- Fífí -Súissinho
   Sê feliz...

domingo, 6 de julho de 2008

não me digam o que já sei de cor.
aquilo que já ouvi tantas vezes.

cansado de ouvir os outros.
cansado de ter que ouvir o que os outros não ouvem.
cansado de ter que pensar nos outros.
cansado de ser o coração.
de 
toda
a
gente
.

só tenho uma palavra no coração.
só tenho uma coisa para vos dizer.

se um dia alguém encontrar o meu coração, que o enterrem. ele tem vida própria.

a palavra e um nome?
é isso?
é?

quem diz?

quem já sentiu o coração na mão.
quem teve a sensação que naquele momento podia ter caido ao chão.
e sobretudo... para quem caiu.

queres mesmo a palavra e o nome não é?




Amo-Te Maria João.


































J. Poças

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Respirei fundo daquela vez. Talvez para aliviar a tensão. Talvez para sentir que ainda estava vivo.
Ou talvez por simplesmente respirar fundo.

Deixei cair o copo. Foi como se os meus dedos nao aguentassem.

Partiu-se em mil pedacinhos diferentes.


Talvez não o tivesse deixado cair. Talvez o tivesse partido. Mesmo sem fazer força.

Talvez precise de desaparecer. Só por um minuto.


Talvez para o resto da vida.

         J.Poças
"E que se levante quem nunca sonhou!

E que se levante quem nunca desejou voar!"

E com isto, ninguém se levantou.
Todos voaram.

     J.Poças

terça-feira, 1 de julho de 2008

Se um dia fosse pássaro, voaria...

Voaria livremente pela vida.

Pela vida e pelo céu.
Sinto-me livre, mas vejo barreiras... vejo fronteiras.
Toco-me no sonho e acordo.


Acordo para o verdadeiro pesadelo.
Não me iludam mais.

O Mundo é assim.

J. Poças
Acredita. 
Vence.
Luta.
Resiste.
Alcança.
Respira.
Acredita.

Confia em ti mesmo.

Sê capaz de sonhar.
Coloca no teu olhar todo o teu desejo,
e nas tuas mãos eu vejo    o poder.

           J. Poças

sábado, 28 de junho de 2008

Prometi a mim mesmo que não ia olhar.
Prometi que não ia olhar para ti e saber que falhei.
Falhei em tudo.

O problema... é que eu sinto a tua falta, mas a ti é indiferente.
Pelo menos é o que eu acho.

Podia ter faltado, podia não ter ido mas eu preciso de ver o teu rosto... preciso de te ver.
Porque apesar de tudo, eu ainda te amo.

Prometi a mim mesmo que não voltaria a soltar mais nenhuma lágrima por ti.
Falhei.

Se um dia for feliz sem ti, vou chegar á conclusão que falhei. Mais um vez.

Se um dia for feliz ao pé de ti, vou chegar a uma conclusão importante. Falhei.

E se um dia eu olhar para o luar sem ter os olhos a brilhar, é porque nunca mais irei amar.

Nunca ninguém como tu.

       J.Poças


quarta-feira, 25 de junho de 2008

Sim. É verdade que o fiz.
Arrisco mesmo dizer que não mudaria nada na minha vida... não mudaria nem um segundo.

É cada segundo que passa que faz de nós o que somos. É cada momento que fica presente que nos constrói.
Cada palavra que dizemos e cada suspiro que se solta muda-nos.

Mesmo nos momentos em que errei.
Foram esses momentos que me fizeram assim.

Mesmo as palavras em que falhei.

Os segundos em que gritei.

As horas que chorei por ter falhado.


Por uma lágrima a menos a cair, eu podia ter sido diferente.



Sinceramente...
Não têm que perceber o que vos digo.

Vão acabar por perceber sozinhos, de qualquer maneira.

Mas lembrem-se,
Nós mudamos a nossa vida...

Mas algures...

Isso já está escrito.


Incontornável.

        J.Poças
Há vidas cochas. 
Vidas sem braço ou até mesmo vidas com gripe.

A minha vida, está de rastos.

     J.Poças


Passamos toda a vida a sonhar. Toda a vida a pensar no que podíamos ter feito e não fizemos e que as únicas coisas que fizemos, fizemo-las mal.

Porquê?

Porquê se a vida anda para a frente?

Porquê acabar com uma coisa única?

Não o faças. Comete os erros que forem precisos até perceberes o que é certo.

Mas atenção! Quando vires que já perdeste tanto e já nada tens para perder... é a tua última chance.

Já não podes falhar.


Já pouco tenho.
Já perdi tanto.
Já cometi tantos erros mas apesar de tudo perdoei os que os cometiam.

Escrevo palavras mais fortes do que as iguais.
Escrevo o que nunca ninguém escreveu.
Apesar de tudo, veneram-me pelo que escrevo.

Só queria que me venerassem pelo que sou.


Mas já nada sou.

          J.Poças

terça-feira, 24 de junho de 2008

Por tantas vezes que o fiz...

Perdoem-me uma vez.

Erraram vezes sem conta e eu nem olhei para isso.
Ignorei como frase sem sentido.

Simplesmente perdoei sem vos questionar.

Nunca pensei duas vezes.

Agora preciso de ser perdoado e simplesmente ignoram.
Em vez de ignorar o erro, ignoram o meu sentimento, ignoram o que eu sinto.
Só vos peço uma simples coisa.
Peço-vos que não me ignorem.

Agora que a única coisa que vejo são as vossas costas, peço-vos que se voltem e me perdoem.

Se vos posso mesmo chamar amigos... é claro.

Porque da minha parte, mais nenhuma lágrima se soltará por batalhas perdidas ... porque a guerra ainda é minha.

           J.Poças


Por favor.

Parem de fazer cada lágrima mais seca.
Parem de fazer com que cada lágrima tenha menos sentido.

Parem de dizer palavras rasgadas no meio do silêncio.

Não quebrem a paz... Colem-na.

             J.Poças


sábado, 21 de junho de 2008

Buraco negro. Absorvo tudo o que é vida. 
Olho pelo meu telescópio e vejo uma estrela. Naquela altura ainda se via a aurora. Linda e poderosa a brilhar e fazer brilhar pelos céus de país meu.

Constelação que domina os céus. Propaga á velocidade do lápis.

À velocidade da imaginação.

                      J.Poças

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Falhei. Por muitas vezes, eu falhei. Por vezes de mais. Falhei, encolhi-me e chorei. Chorei por ter desiludido. Chorei por ter sido feliz e agora não ser. Chorei por não me amares e apesar de tudo levantei-me. Não me perguntes como o fiz pois não sei.

Temos que aprender a explorar mais o nosso coração, a conhecer cada cantinho dele. Temos que saber encontrar essa força tão bem escondida. Essa força que é rara, mas uma vez encontrada, é mais poderosa que guerras e armas. Consegue ser mais poderosa que a própria palavra. Essa é a força que reside dentro de nós, como alma, e não dentro de nós, como corpo.

Essa força é a única maneira de chegar-mos ao topo do desejo. Ao topo dos sonhos. A concretização. É a única maneira de os fazer nascer.

Já não tenho muita dessa força para gastar e ainda vou precisar dela para ter coragem de lançar o meu sonho.




Um dos muitos.

      J.Poças

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O ponto que sempre desejamos alcançar.

Futuro.

Horizonte.

Nunca acaba. Para onde quer que olhes, nunca acaba. Mesmo que lá tentes chegar, não consegues.

Uma meta infinita. Futuro indefinido. Destino desejado por qualquer um.

        J.Poças

domingo, 15 de junho de 2008

Por mais coisas que correctas que façamos, vai haver sempre alguém insatisfeito.

Por mais esforço que tenhamos feito, vai haver sempre alguém insatisfeito.

Por mais força que gastamos, por mais dedicação que tenhamos, por mais afinco e vontade de fazer possuamos...  mais vulneráveis nos tornamos.


Invejo quem já ouviu um 'Obrigado' vindo dele,.. um 'Muito Bem' ou 'Parabéns'.

Invejo quem é normal e não tem que perceber o mundo.








Invejo quem é feliz.

                                        J.Poças


sexta-feira, 13 de junho de 2008

Sou a mistura entre a cor e a sua ausencia, sou a mistura entre o preto e o branco, sou a mistura entre feliz e triste, a mistura entre vivo e morto, entre Adidas e Nike, entre original e encontrado, entre estúpido e parvo, sou qualquer coisa como sonhador.. Sou a mistura entre indeciso e esclarecido, qualqer coisa como bom e mau... sou a mistura entre amado e adorado e por ser feito de misturas, e ser feito de ti, é que sou o que sou, e a toda hora me lembro de ti e do que te vou escrever hoje. É por ser feito de misturas, que te amo, a ti. É por ser feito de misturas que sou original ao ponto de te escrever isto, e de te dar uma rosa. Sou uma mistura entre o que tu amas e o que adoras.. mas estou á espera de deixar de ser uma mistura, e passar a ser só o que tu amas.. Simplesmente sou uma mistura entre ti e ti. Nada mais .. Amo-Te MJ'

                     J.Poças

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Fui gente. Fui um ser. Fui criação e criador. Controlador. Sonhador. Fui alguém. Esperei para sê-lo. Esperei e espero.
Aposto que fui parvo, estúpido e anormal. Aposto que fui alguém melhor cada dia. Ou talvez pior.
Diria que fui animal. Vejo as cicatrizes de esforços de outras vidas. Outras vidas em que fora pessoa. Fora alguém. Fora gente. 

Tu sabes ler, eu só sei escrever. Sou uma máquina.
Fui? Fui. Serei? Não sei.

Sei uma coisa .. como quem ...

Eu sei, que não sou ninguém.

                                          J.Poças 
Choro...
Uma das minhas razões de viver pode desaparecer para sempre da minha vida.
Não sei que fazer.
É como se viesses a saber que ia deixar de haver oxigénio, ou que ia deixar de haver luz. É como viesses a saber que a única coisa de que gostas ia deixar de existir... ia acabar.
Apesar de tudo essa pessoa sabe para quem falo e sabe o que eu sinto.

Não te quero perder outra vez.

                                        J.Poças 
Lápis de tempo. O lápis que regista memórias.
Livro de memórias. Livro velho e antigo, precioso como rubi.
Uma história marcada por um lápis. Uma vida inteira transcrita.

          J.Poças

terça-feira, 10 de junho de 2008

"Quando for grande, quero ser feliz."

                                  J.Poças
O que mais me custou não foi vocês me terem abandonado. Foi de vos ter sobrevalorizado. Foi ter-vos julgado amigos.  

Apenas conhecidos.

Desiludidos?
          Eu estou pior.

                                 J.Poças
Invoco-te, ó Sol!
Invoco-te, ó grande Lua!
Invoco melodia ardente, chama nua e de repente, vagueio, como vagabundo, esquecido num turbilhão de marés, que, lá no fundo, lá nos pés, devastam tudo o que é vida.

Mas não este vagabundo! Eu! Porque lá no fundo, lá nos pés, não me escondi. Não! Também não andei pois sem forças estava. Nadava! Pelos rios de esperança que encontrava. No mesmo momento em que nadava, caiu uma corda. Arrisquei. Subi, subi e suspirei. Cai. Cai para dentro do coração. Subira dos pés ao coração. Salvo e são.

                                      J.Poças 
Não percebo... não percebo porque é que isto é assim. 
Toda a gente diz que faço muita coisa bem... mas não é isso que eu quero. Quero saber fazer só uma coisa, mas fazê-la muito bem. 
Não há ninguém interessado no que faço. Ninguém interessado no que quero e sonho. Aposto que não vai haver ninguém a ler este texto.
A minha vida parou desde há uns tempos. Está quase a fazer um ano. Está quase a fazer um ano que a minha mãe descobriu o motivo pelo qual tive que ser operado e me afastou do meu maior sonho. Afastou-me e não sei se vou voltar a aproximar-me desse sonho.


Toda a gente é boa em alguma coisa. Dizem que escrevo bem.

Faço das palavras armas e faço as pessoas chorar. Faço delas filosofia e faço-as pensar. Faço com elas sonho e faço sonhar. 
Depois de fazer delas mistura de sentimentos, leio e choro, e no fim... faço matar.

                                                                                                       J.Poças
" e que por cada lágrima que se solte, um pedaço de mim desapareça.. até deixar de ser alma em letra, deixar de ser sonho vivo e transparente. e que por cada lágrima que se solte, eu deixe de ser quem sou.. e passe a ser só corpo. corpo vazio. e que o azul do mar, seja preto. e que todos os que me amem, se vistam de azul. será um mar mais vivo do que o que conheci. e que o meu corpo, se perca e desfaça ... por qualquer sítio. e que por cada palavra viva, cada sentimento sentido, seja ouvido um choro por todo o mundo... "


                                              não quero voltar a acordar outra vez.
                                                       só se estiveres ao meu lado ..

                                                                                                                        J.Poças
" Luta pelos teus sonhos e serás feliz... um dia. "