Invoco-te, ó grande Lua!
Invoco melodia ardente, chama nua e de repente, vagueio, como vagabundo, esquecido num turbilhão de marés, que, lá no fundo, lá nos pés, devastam tudo o que é vida.
Mas não este vagabundo! Eu! Porque lá no fundo, lá nos pés, não me escondi. Não! Também não andei pois sem forças estava. Nadava! Pelos rios de esperança que encontrava. No mesmo momento em que nadava, caiu uma corda. Arrisquei. Subi, subi e suspirei. Cai. Cai para dentro do coração. Subira dos pés ao coração. Salvo e são.
J.Poças

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